Macfrut 2026: o setor global de frutas e vegetais se reúne em Rimini
Leia também: As exportações brasileiras de mamão começam 2026 em alta e projetam receitas recordes no 1º semestre; Exportações de melão do RN e Ceará fecham 2025 com forte crescimento
De 21 a 23 de abril de 2026 , o Centro de Exposições de Rimini acolheu a 43ª edição da Macfrut , a feira internacional do setor de frutas e legumes, que reúne operadores, compradores e profissionais de todo o mundo. Este evento, cada vez mais estratégico, combina negócios, inovação e conteúdo sob o lema "Make it Juicy" (Deixe tudo suculento).
A mensagem resume a visão da feira: tornar a Macfrut um espaço ainda mais dinâmico e orientado para os negócios, transformando tendências globais em oportunidades concretas. O objetivo é consolidar sua posição como uma plataforma internacional ativa durante todo o ano, onde produção, tecnologia e mercados interagem ao longo de toda a cadeia de suprimentos.
Um setor estratégico em expansão - O setor de frutas e verduras é um dos pilares do sistema agroalimentar italiano, com um valor aproximado de 19 bilhões de euros (27% da produção agrícola nacional), cifra que sobe para 60 bilhões de euros se for considerada toda a cadeia de abastecimento.
Em nível internacional, o setor continua a crescer: em 2025, as exportações italianas atingiram 7 bilhões de euros (+11,3%).
Os padrões de consumo também estão evoluindo, com uma crescente demanda por produtos de alto valor nutricional e segmentos emergentes como frutas vermelhas, mangas e abacates.
Uma feira comercial cada vez mais internacional - A internacionalização é uma das principais características da feira e, em 2026, ela dá um novo passo em frente graças a atividades estruturadas ao longo do ano, incluindo missões comerciais, relações institucionais e iniciativas conjuntas com a Agência Italiana de Comércio Exterior.
Esse esforço se traduz na presença de mais de 800 compradores internacionais de alto nível (+20%), com maior participação de importadores do Norte e Leste da Europa, Brasil e China , incluindo uma importante delegação dos dois principais polos de frutas e verduras do país (Guangzhou e Xangai).
Será dada especial atenção ao Caribe, a principal região desta edição, com a República Dominicana desempenhando um papel de liderança, enquanto a África também mantém uma participação relevante, com mais de 20 países representados. Dessa forma, a Macfrut confirma sua posição como ponto de encontro entre áreas de produção emergentes e mercados consolidados.
Manga e abacate como ingredientes principais - Entre os principais protagonistas da edição de 2026 estão a manga e o abacate, símbolos de um mercado global em plena expansão.
Ambos os produtos foram o foco do evento "Explosão de Manga e Abacate" , que reuniu toda a cadeia de suprimentos durante três dias temáticos: um dedicado à manga, outro ao abacate e um terceiro focado em oportunidades para o sul da Europa e Itália.
O programa incluiu análise de mercado, reuniões B2B, oportunidades de networking, degustações e uma competição culinária internacional.
Inovação, pesquisa e conhecimento - A Macfrut reforça seu posicionamento como uma feira de frutas e verduras em toda a cadeia produtiva por meio de uma organização em três macroáreas: Pré-colheita, Pós-colheita e Alimentos Saudáveis , acompanhando a jornada do produto desde a produção até o consumo. Mais informações - https://www.macfrut.com
Nesse contexto, destacam-se as seguintes áreas temáticas:
Creches, com foco na inovação em creches. Biosoluções e Tecnologias Digitais, com foco em sustentabilidade e soluções digitais. Acqua Campus , dedicado à eficiência hídrica.
Área de Frutas Vermelhas, com foco na cadeia de frutas vermelhas:
A área de Alimentos Saudáveis??responde à crescente demanda por produtos saudáveis, orgânicos e de alto valor nutricional. A oferta é complementada por campos de teste, uma Área de Startupscom 25 empresas inovadoras e quase 100 atividades, incluindo conferências e workshops. A inovação - incluindo tecnologias digitais e inteligência artificial - é apresentada como uma ferramenta concreta para melhorar a competitividade e a eficiência do setor. A Macfrut está se consolidando como um centro global onde relacionamentos são gerados, tendências são identificadas e oportunidades são desenvolvidas em toda a cadeia de frutas e vegetais.
As exportações brasileiras de mamão começam 2026 em alta e projetam receitas recordes no 1º semestre - As exportações de mamão começaram 2026 com um desempenho sólido, impulsionadas pela demanda internacional dinâmica e melhores retornos para os produtores, informou a HF Brasil - CEPEA.
Durante o primeiro trimestre do ano, os embarques atingiram quase 15.000 toneladas, representando um aumento de 11% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram exportadas pouco mais de 13.000 toneladas.
Segundo dados da ComexStat citados pela publicação, esse resultado se deve principalmente ao forte dinamismo da União Europeia, um mercado que impulsionou a demanda e sustentou o ritmo das exportações ao longo do trimestre.
Nesse contexto, março se destacou como o mês mais significativo para a indústria exportadora brasileira. Somente nesse mês, foram embarcadas 5.700 toneladas de mamão, gerando aproximadamente US$ 8 milhões FOB. Isso fez dele o melhor março em termos de volume e valor em toda a série histórica da ComexStat, que teve início em 1997.
Preços do mamão - O período também apresentou sinais positivos. O preço médio ficou em torno de US$ 1,39 por quilo FOB, refletindo um aumento de 7% em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. Esse aumento sugere margens mais atrativas para os produtores , em um contexto de custos crescentes.
No entanto, especialistas do setor alertam que a manutenção de preços firmes será fundamental para sustentar a lucratividade, especialmente considerando o aumento dos custos de produção e logística.
Olhando para os próximos meses, a perspectiva permanece otimista. Espera-se que o crescimento das exportações se mantenha forte durante o restante do primeiro semestre do ano, o que poderá se traduzir em receitas recordes até o final do primeiro semestre de 2026. *Matéria do PortalFruticola - 27/04/2026.
Exportações de melão do Rio Grande do Norte e Ceará fecham 2025 com forte crescimento - As exportações brasileiras de melão dos estados do Rio Grande do Norte e Ceará (RN/CE) tiveram um desempenho excepcional em 2025, consolidando-se como um dos produtos mais dinâmicos do setor frutícola do país .
Segundo dados da Comex Stat divulgados pela HF Brasil, as receitas de exportação cresceram 25% em comparação com o ano anterior, totalizando US$ 231 milhões, enquanto o volume embarcado aumentou 16%, atingindo 283 mil toneladas.
O crescimento não foi repentino, mas progressivo: desde o primeiro trimestre - quando a temporada 2024/25 ainda estava em andamento - os indicadores apresentaram números positivos, atingindo níveis recordes na série histórica da Comex Stat, que remonta a 1997.
Fatores por trás do aumento dos preços do melão - A HF Brasil informou que o bom desempenho se deveu principalmente a dois fatores. Primeiro, uma menor oferta de melões da América Central - principal concorrente do Brasil - devido às condições climáticas adversas, especialmente o excesso de chuvas que afetou a produção e os embarques. Segundo, a demanda europeia permaneceu forte durante a maior parte do ano.
Graças a esses fatores, a receita aumentou 25% e o volume de exportação cresceu 60% em comparação com o mesmo período de 2024. Mesmo no segundo trimestre, tradicionalmente mais fraco devido à entressafra, os embarques de melão permaneceram fortes, impulsionados ainda mais pela redução da área plantada na Espanha.
Início da temporada 2025/26 e alterações logísticas - Com o início da temporada em agosto de 2025, os embarques parciais de melão até dezembro totalizaram 161.000 toneladas, 14% a mais do que no mesmo período do ciclo anterior. Em termos de valor, a receita FOB atingiu US$ 138 milhões, 29% superior à temporada anterior.
Esse aumento também foi associado a mudanças na logística doméstica. A HF Brasil relatou que, após a implementação de novas regulamentações pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), os custos de frete doméstico aumentaram, levando os produtores de RN/CE a explorar rotas e canais alternativos de exportação, expandindo seus embarques para a Europa.
A este cenário somou-se o fim da temporada espanhola do melão em outubro, o que abriu espaço para a fruta brasileira no mercado europeu, juntamente com um aumento da área plantada no RN/CE nesta temporada.
Perspectivas e desafios para o final da temporada - Segundo fontes da Hortifrúti/Cepea, o encerramento da safra de melão 2025/26 - até o final de março - deveria continuar apresentando resultados positivos, embora com uma diminuição gradual na produção e nos volumes exportados a partir de fevereiro.
No entanto, existem sinais de alerta. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média nos próximos meses para o Rio Grande/Centro-Oeste, e alguns produtores já relatam poços com níveis de água criticamente baixos, o que está restringindo a irrigação.
Embora os agricultores afirmem que a situação ainda não é crítica, alertam que poderá piorar no final da época, resultando numa maior proporção de frutos menores e afetando a produtividade regional, com possíveis repercussões na qualidade exigida para a exportação. *Matéria do PortalFruticola - 03/02/2026.
Outro fator a ser considerado é o início da temporada em alguns países da América Central, particularmente na Costa Rica, onde se esperam melhores resultados em comparação com anos anteriores.
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