Irrigação no tempo certo: como o planejamento antecipado facilita a implantação e amplia os resultados na lavoura
Leia também: Gotejamento: a tecnologia que redefine eficiência, estabilidade produtiva e uso inteligente da água no agro brasileiro
Escolher o momento certo para implantar um sistema de irrigação não precisa ser um processo complexo ou desmotivador. Pelo contrário: quando o planejamento começa no tempo adequado e os passos são conduzidos com orientação técnica, o produtor ganha previsibilidade, reduz riscos e amplia o retorno produtivo da área, especialmente em um cenário de clima cada vez mais variável no campo.
Segundo Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, a irrigação deve ser considerada ainda nas primeiras discussões sobre a abertura de uma nova área ou na reorganização do sistema produtivo. "Quando o produtor antecipa a decisão, ele consegue organizar licenças, infraestrutura e análise hídrica com tranquilidade, evitando correrias perto do plantio e tornando todo o processo mais simples e eficiente", afirma.
No Brasil, o planejamento da irrigação tem se mostrado estratégico em diferentes sistemas produtivos, como cana-de-açúcar, café, citros, fruticultura, grãos e hortaliças. Mais do que listar culturas específicas, o ponto central é que toda implantação deve considerar, de forma integrada, a cultura, a região, o regime de chuvas e as condições locais, para definir a época mais adequada de instalação do sistema. Esse olhar técnico permite estabilizar a produção, reduzir perdas em períodos secos e sustentar ganhos de qualidade e produtividade ao longo das safras.
Planejamento que se traduz em oportunidade - Embora cada propriedade tenha sua própria dinâmica, a lógica é clara: evitar a instalação em períodos críticos, como o pico das chuvas, e garantir que o sistema esteja pronto antes da janela de plantio. "Quando o cronograma é pensado com antecedência, a implantação acontece de forma natural, sem improvisos, e o produtor percebe que o processo é totalmente viável", explica Silva.
Na cana-de-açúcar, por exemplo, o planejamento da irrigação precisa começar bem antes do momento de instalação propriamente dito. Por se tratar de uma cultura diretamente ligada à renovação do canavial e ao planejamento da unidade produtiva ou dos fornecedores, o projeto deve estar inserido em uma visão de médio e longo prazo. Questões como disponibilidade hídrica, energia elétrica, obras civis e infraestrutura precisam ser avaliadas com antecedência para que a implantação ocorra no momento adequado, sem comprometer o calendário agrícola.
Em culturas perenes, como citros, manga, uva e cacau, o mesmo conceito se aplica: planejar cedo permite instalar o sistema com segurança e iniciar a irrigação no momento ideal para o desenvolvimento das plantas. Já em culturas de ciclo curto, como hortaliças e algumas frutas, a antecipação garante que o sistema esteja pronto para entrar em operação na safra seguinte, contribuindo para maior estabilidade produtiva desde as primeiras colheitas.
O que considerar antes de tomar a decisão - O caminho para uma implantação bem-sucedida envolve alguns pontos-chave:
Licenças e autorizações de uso de água e obras, obtidas de forma planejada; Disponibilidade energética, seja via rede elétrica ou uso de diesel, com dimensionamento adequado do conjunto motobomba; Avaliação da qualidade da água, prevendo, quando necessário, estruturas simples de melhoria.
Para o especialista, o projeto técnico é o elemento que dá segurança à decisão. "Um sistema de irrigação bem dimensionado para o clima, o solo e a cultura transformam o investimento em um aliado da produção. Com planejamento, o produtor vê o retorno aparecer de forma consistente", destaca.
Lições do campo: o erro mais comum é começar tarde - Os equívocos mais recorrentes ainda estão ligados ao momento da decisão: iniciar o projeto sem confirmar a disponibilidade de água, avançar sem licenças ou deixar o planejamento muito próximo ao plantio. "Quando o processo começa cedo, esses pontos deixam de ser obstáculos e passam a ser apenas etapas naturais do projeto", observa Silva.
O intervalo entre planejamento e operação varia conforme a região, a cultura e o porte do sistema, especialmente quando há necessidade de obras civis, reservatórios ou adequações energéticas. Ainda assim, meses de organização prévia costumam ser suficientes para alinhar a implantação ao calendário produtivo. O resultado tende a compensar: mais estabilidade, melhor uso da área e maior controle diante da variabilidade climática.
Clima, região e cultura: um projeto feito sob medida - Diferenças regionais, regimes de chuva e características de solo influenciam diretamente o cronograma de implantação - o que não significa dificuldade, mas personalização do projeto. Em muitos casos, ajustes de logística, energia ou layout já permitem adequar o sistema à realidade local.
Para quem considera tornar-se irrigante, o ponto de partida é buscar orientação técnica e dialogar com produtores referência na região. Como apoio inicial, o Manual do Irrigante, desenvolvido pela Netafim, reúne orientações práticas sobre etapas, requisitos e boas práticas de implantação. "O manual ajuda o produtor a entender o caminho antes mesmo do início do projeto, tornando a jornada mais segura e previsível", reforça Silva.
Sobre a Netafim - Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
Gotejamento: a tecnologia que redefine eficiência, estabilidade produtiva e uso inteligente da água no agro brasileiro - A irrigação por gotejamento ocupa hoje um papel central na modernização da agricultura, combinando eficiência hídrica, estabilidade produtiva e capacidade de adaptação a diferentes realidades do campo. A tecnologia nasceu de uma observação simples, o vazamento de água que alimentava uma única árvore em Israel, e evoluiu para um sistema altamente sofisticado, capaz de transformar áreas de baixa viabilidade em polos de produção competitivos.
No Brasil, esse impacto fica evidente nos números: embora menos de 10% da área cultivada seja irrigada, essa fração responde por cerca de 40% de toda a produção agrícola nacional. Para Carlos Sanches, agrônomo e diretor de Desenvolvimento e Inovação da Netafim, o dado reforça uma premissa essencial: "Para a planta expressar o potencial que ela tem de produção, a água é essencial. A irrigação não é só sobre aumentar produtividade, é sobre previsibilidade, segurança e equilíbrio para toda a cadeia".
A evolução da tecnologia e o que ela representa no campo - Ao longo das últimas décadas, o gotejamento deixou de ser uma solução restrita a culturas perenes e se tornou uma ferramenta estratégica para diferentes segmentos. Os avanços técnicos permitiram sistemas mais robustos, resistentes e precisos, especialmente com o desenvolvimento dos gotejadores autocompensados, fundamentais para áreas com declividade.
Segundo Sanches, a sofisticação atual do sistema muitas vezes é subestimada: "Os tubos gotejadores não são um tubo cego com um furinho. O coração da irrigação por gotejamento são os gotejadores, desenvolvidos com engenharia pura para transformar água em gota de forma uniforme, controlada e eficiente".
O gotejamento subterrâneo, por sua vez, tornou-se uma das grandes apostas do setor por entregar água diretamente na zona radicular sem interferências externas. "Essa tecnologia trouxe ao produtor a possibilidade real de irrigar grandes culturas sem competição com maquinário, com economia e com resultados consistentes", afirma.
Eficiência e integração de sistemas - A discussão sobre métodos de irrigação também aponta para um movimento crescente de harmonização entre tecnologias. O uso combinado de pivôs e gotejamento permite que o produtor maximize a área irrigada e adapte a solução às características do terreno.
Sanches resume esse conceito como uma estratégia de inteligência operacional: "O pivô irriga de forma circular, mas as áreas adjacentes podem ser atendidas com irrigação por gotejamento Quando harmonizamos os sistemas, proporcionamos 100% de área irrigada ao agricultor com alto nível de eficiência".
Uma tecnologia que muda realidades - Mais do que técnica, a irrigação por gotejamento tem impacto direto no desenvolvimento regional. Em muitas propriedades, ela representou a virada de chave para a estabilidade financeira, a diversificação produtiva e a entrada em novos mercados.
Para Sanches, há um componente emocional nesse processo: "É muito bonito ver o quanto essa tecnologia muda a vida dos agricultores. A água traz vida para a propriedade, e quando o produtor percebe que consegue planejar, produzir e colher com segurança, tudo muda".
Para se aprofundar no tema - A discussão completa, com histórias, detalhes técnicos e uma análise ampla do cenário da irrigação brasileira, está no segundo episódio do Netacast, podcast produzido pela Netafim para promover a irrigação no Brasil.
Confira o episódio completo no YOUTUBE: https://youtu.be/JAWMdtrT-wQ?si=OJdCnROSsqSjQIVe
Confira o episódio completo no SPOTIFY: https://open.spotify.com/episode/0vld7spIqFjXFpPx7Hj7W9?si=15cca7053ca44478
*Alfapress Comunicações/Mariana Cremasco (19) 99781-6909 - mariana.cremasco@alfapress.
Acervo digital
Artigos Técnicos
Anunciantes
Eventos
Notícias do Pomar
Tecnologia
Vídeos