Prêmio Interpoma 2026: todas as atenções voltadas para as Tecnologias de Pulverização
Leia também: Exportações brasileiras de maçã crescem 180% - Com safra entre 1,05 e 1,1 milhão de toneladas, país volta a ganhar espaço no comércio global após dois anos fracos
Estão abertas as inscrições para a terceira edição do prêmio internacional que celebra a inovação sustentável no setor da maçã - Um dos eventos mais aguardados do setor internacional de maçãs está de volta. Em antecipação à 14ª edição da Interpoma, a única feira internacional dedicada à maçã, que acontecerá de 25 a 27 de novembro de 2026 no Centro de Exposições de Bolzano (Itália), o período de inscrições para o Prêmio Interpoma 2026 está oficialmente aberto . Este prestigioso prêmio reconhecerá as melhores tecnologias de aplicação para um cultivo de maçãs mais preciso, eficiente e sustentável .
A edição de 2026 terá como foco um tema crucial para todo o setor atualmente: Tecnologias de Pulverização, ou seja, tecnologias de aplicação de tratamentos, com atenção especial a sistemas avançados de irrigação, tecnologia de sensores, drones e ferramentas digitais que permitem produtos mais seletivos, eficientes e sustentáveis. Essa escolha visa abordar um dos desafios mais prementes do setor: otimizar os fatores de produção para torná-los mais precisos e sustentáveis. Exclusivo para expositores, o Prêmio Interpoma confirma seu status como uma plataforma de visibilidade internacional, criada para apresentar soluções tecnológicas de alto impacto capazes de fornecer respostas concretas às necessidades em constante evolução do setor.
As candidaturas serão avaliadas por um júri técnico presidido pelo Professor Massimo Tagliavini (professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Livre de Bolzano e principal consultor científico da iniciativa ) e composto por especialistas internacionais da área acadêmica, como Fabrizio Mazzetto, da Universidade Livre de Bolzano (Itália); Luigi Sartori, da Universidade de Pádua (Itália); Ester Foppa Pedretti, da Universidade Politécnica de Le Marche (Itália); e Jens Karl Wegener, do Instituto Julius Kühn (Alemanha) .
O vencedor será anunciado no final do primeiro dia do Congresso Interpoma, na quinta-feira, 26 de novembro, perante uma plateia internacional de operadores, compradores, pesquisadores e representantes do setor. O vencedor receberá um pacote de visibilidade composto por diversas iniciativas de comunicação.
"Com o Prêmio Interpoma 2026, queremos destacar um dos aspectos mais atuais e críticos para o futuro do cultivo de maçãs: as tecnologias de aplicação de tratamentos. Em um contexto em que o setor precisa combinar sustentabilidade, eficiência e competitividade, inovar nos métodos de intervenção no campo representa um passo concreto rumo a uma fruticultura mais responsável. A Interpoma foi criada para antecipar as transformações do setor e o Prêmio, nesse sentido, representa uma ferramenta estratégica para destacar as soluções que podem realmente gerar um impacto positivo em toda a cadeia de valor", explica Massimo Tagliavini, presidente do júri .
Todos os expositores que desejarem submeter sua tecnologia como candidata ao Prêmio Interpoma podem consultar o regulamento disponível no site do evento e preencher o formulário de inscrição online até 30 de setembro de 2026.
Após o sucesso da edição anterior, este ano haverá também espaço para votação pública: através do Prémio Escolha dos Visitantes, operadores e profissionais do setor poderão votar nas tecnologias de aplicação mais interessantes apresentadas no Pomar do Futuro, no espaço de eventos H1 da FieraMesse. Todas as informações estão disponíveis em: https://www.fierabolzano.it/en/interpoma/interpoma-award
*Jessica Sabatini e Doralinda D'Auria/Assessoria de imprensa da Interpoma c/o fruitecom - [email protected] | [email protected] - Tel.: +39 338 730 7649 | +39 337 1212782 - www.fruitecom.it
Exportações brasileiras de maçã crescem 180%/Com safra entre 1,05 e 1,1 milhão de toneladas, país volta a ganhar espaço no comércio global após dois anos fracos - O Brasil retomou o fôlego no mercado global de maçãs. Entre janeiro e abril de 2026, o país exportou pouco mais de 20.800 toneladas da fruta. Um salto de 180% em relação ao mesmo período de 2015, quando os embarques não passavam de 7.400 toneladas. Os dados são do COMEX STAT, sistema oficial de comércio exterior do governo federal, com os números de abril ainda em caráter provisório.
O crescimento, porém, convive com a cautela. O volume atual ainda fica 14% abaixo da média registrada entre 2021 e 2025, o que indica que a recuperação do setor não chegou ao ponto de equilíbrio. Para os produtores, o resultado representa uma melhora clara em relação às duas temporadas fracas anteriores, mas o mercado ainda não voltou ao ritmo pleno.
O motor dessa virada é a safra 2026. A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) estima a produção total entre 1,05 e 1,1 milhão de toneladas. Uma alta de 10% a 15% sobre as colheitas anteriores. Mais do que o volume, a qualidade dos frutos surpreendeu: tamanhos maiores e padrão superior abriram espaço para ampliar os embarques sem comprometer o abastecimento do mercado interno. Condições climáticas relativamente estáveis nas principais regiões produtoras foram determinantes para esse resultado.
Índia vira principal destino, com 60% das exportações - A grande novidade de 2026 está na geografia dos destinos. A Índia importou mais de 11.600 toneladas de maçã brasileira entre janeiro e abril, quase 60% de tudo o que o Brasil exportou no período. O número revela uma reorganização profunda no perfil dos compradores brasileiros.
Maçã de SC - Foto: Ricardo Trida/Governo de SC
A explicação para esse protagonismo indiano é direta: o país tem mais de 1,4 bilhão de habitantes e produz cerca de 2,4 milhões de toneladas de maçã por ano, volume insuficiente para atender à demanda interna. Essa lacuna transforma a Índia em um alvo estratégico para fornecedores do hemisfério sul, posição que o Brasil passou a ocupar com mais consistência.
Mudanças regulatórias também ajudaram a consolidar esse fluxo. Novos requisitos fitossanitários introduzidos em 2025 não travaram as importações; ao contrário, formalizaram o acesso ao mercado e, junto com acordos bilaterais, estruturaram uma abertura comercial mais sólida.
Maçãs nos pomares de Vacaria/RS, maior poló produtor da fruta no RS - Foto: Revista da Fruta
Brasil supera a Argentina no período - No cenário regional, o Brasil também ganhou vantagem sobre a Argentina. No mesmo intervalo, os argentinos exportaram cerca de 18 mil toneladas, pressionados pela menor produção de variedades tintas. A comparação reforça o avanço relativo do Brasil, ainda que o mercado global siga altamente competitivo e sensível às oscilações climáticas.
A composição dos destinos também mudou ao longo dos anos. Bangladesh era o principal importador de maçãs brasileiras há uma década; hoje, perdeu relevância. A Irlanda, que teve participação mais expressiva em safras anteriores, também recuou no ranking.
As projeções para o restante do ano apontam para uma recuperação contínua, sem, no entanto, repetir os picos de 2021, quando as exportações ultrapassaram 60.000 toneladas. O cenário mais provável coloca 2026 em patamar semelhante ao de 2022 e 2023, uma fase de maior estabilidade depois de anos marcados por forte volatilidade. Para o setor, isso já representa uma vitória. *Matéria do AgroemCampo/Henrique Rodarte - 22/05/2026.
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