Brasil amplia exportações de frutas e mira Itália e Canadá
Leia também: Arábia Saudita abre mercado para frutas do Brasil - abacate, atemoia, carambola, citros, goiaba, mamão, maracujá, melancia e gengibre - El Salvador abriu seu mercado para maçãs e o Azerbaijão, para uvas
Produtores brasileiros participarão da Macfrut 2026 - Produtores brasileiros participarão da Macfrut 2026, uma das principais feiras internacionais do setor frutícola, que acontecerá de 21 a 23 de abril, no Rimini Expo Centre, na Itália. Na 43ª edição, o evento será ainda maior, mais internacional e inovador.
A participação brasileira integra as ações de promoção do projeto Frutas do Brasil, iniciativa de internacionalização da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Na Macfrut, os exportadores brasileiros terão a oportunidade de melhorar o entendimento do mercado de frutas e aumentar a rede de contato com os países do leste europeu e dos Balcãns, alinhados assim com a estratégia de diversificação dos destinos de exportação das frutas brasileiras.
Abacate e manga serão os grandes destaques do evento, razão pela qual será fundamental a presença da fruticultura brasileira que tem grande competitividade com essas espécies de frutas. A programação inclui iniciativas como o Avocado Day e o Mango Day, com rodadas de negócios, degustações e encontros estratégicos, oferecendo uma oportunidade qualificada de conexão com compradores internacionais e alinhamento às tendências globais do setor. Está planejada também uma série de visitas a cooperativas de produtores de frutas na região de Rimini-Itália onde os produtores-exportadores terão contato com novas tecnologias de produção e gestão da atividade frutícola.
Dando continuidade à estratégia de internacionalização, será realizada, na sequência, a missão Frutas do Brasil - Canadá 2026, que levará produtores e representantes do setor para uma agenda de promoção comercial, prospecção de mercado e fortalecimento de parcerias naquele país. A ação, que ocorrerá de 26 de abril a 01 de maio, tem como objetivo estreitar relações diretamente com importadores, distribuidores e redes varejistas canadenses.
A agenda inclui visitas técnicas a centros de distribuição e supermercados em Toronto, participação na CPMA Convention and Trade Show e presença na SIAL Canada, uma das principais feiras internacionais do setor de alimentos.
O Canadá já se destaca como um mercado relevante para a fruticultura brasileira. Em 2025, o país importou 31,8 mil toneladas de frutas do Brasil, movimentando cerca de US$ 39,1 milhões. Entre os principais produtos exportados estão manga, melão, melancia e uva, que se destacam pela qualidade, regularidade de oferta e aceitação no mercado internacional. Os números evidenciam uma relação comercial já consolidada, mas com potencial de expansão considerando a demanda crescente por frutas tropicais brasileiras em um país que somente produz frutas de clima temperado.
A missão tem também o objetivo de validar as tendências de consumo, demandas específicas e oportunidades de ampliação das exportações brasileiras identificadas nos estudos de inteligência comercial. Para o gerente técnico da Abrafrutas, Jorge de Souza, o aumento das exportações diretas para o Canadá contribui significativamente para a estratégia do setor de aumentar as exportações brasileiras de frutas frescas na América do Norte.
"Essa missão nos permite entender com mais profundidade as demandas e particularidades do mercado canadense. Será uma oportunidade importante para aumentar e consolidar os relacionamentos comerciais com os importadores daquele país".
Para o gerente comercial da empresa Dom Vicente, Welligton Pathric, a iniciativa representa uma oportunidade concreta de expansão de mercado.
"A proposta é estabelecer novas conexões com o mercado canadense, com foco na expansão e descentralização da operação de limão, aproveitando de forma estratégica essa janela de mercado, ainda que curta, na América do Norte", afirma. *Agrolink/Assessoria - 17/04/2026.
Colheita de melancia produzida no Brasil: fruta pode agora chegar ao mercado saudita - Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa
Arábia Saudita abre mercado para frutas do Brasil - Anúncio dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária contempla também abertura de mercado da Jordânia para feno do Brasil - Os ministérios das Relações Exteriores (MRE) e Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciaram no início da noite de quarta-feira (16) abertura de mercados para produtos do agronegócio brasileiro na Arábia Saudita e na Jordânia. Também houve aberturas de mercado no Azerbaijão, El Salvador e Etiópia.
De acordo com o comunicado, a Arábia Saudita agora poderá importar abacate, atemoia, carambola, citros, goiaba, mamão, maracujá, melancia e gengibre. Para a Jordânia foi autorizada a exportação de feno.
Maçãs Purple Gala no packing-house no polo gaúcho da fruta/Vacaria - Foto: Fábio Ribeiro dos Santos
Uvas de mesa no Vale do São Francisco - Petrolina/Juazeiro - Foto: Divulgação
Segundo o comunicado, no ano passado, a Arábia Saudita importou US$ 2,8 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. Já a Jordânia importou US$ 499 milhões do setor. A nota dos ministérios afirma, ainda, que El Salvador abriu seu mercado para maçãs do Brasil e o Azerbaijão, para uvas. Já para a Etiópia serão exportadas espécies de sementes forrageiras. *Matéria da ANBA/Agência de Notícias Brasil-Árabe - 16/04/2026.
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