Embrapa e parceiros realizam o, uma década de construção coletiva. O evento envolve palestras, mesas redondas, trilhas, oficinas e mostra cultural, durante os dias 21 e 22 de maio, no auditório da Fetag, e também, junto ao Jardim Botânico de Porto Alegre, ambos localizados na capital gaúcha. O evento pretende avaliar as ações realizadas pela rota nos últimos 10 anos e projetar ações futuras.
Veja programação: https://www.embrapa.br/busca-de-eventos/-/evento/503056/xiii-seminario-da-rota-dos-butiazais
A coordenadora do evento, Rosa Lia Barbieri fala que ?O XIII Seminário da Rota dos Butiazais celebra uma década de construção coletiva, mostrando como conservação ambiental, inclusão socioprodutiva, cultura e bioeconomia podem caminhar juntas na valorização dos butiazais e das pessoas que têm um vínculo com o butiá?.
A abertura do evento acontece na tarde do dia 21 de maio, a partir das 14h, contando com a participação da Secretária de Estado do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do Rio Grande do Sul, Marjorie Kauffman, do diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Clênio Nailto Pillon, e do tesoureiro Geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Agnaldo Barcelos da Silva.
Experiências com o butiá - A primeira agenda ocorre no dia 21, pela manhã, com a oferta de uma Trilha que mostrará a Coleção de butiazeiros do Jardim Botânico de Porto Alegre, guiada por técnicos da instituição, João Pedro Jardim e José Fernando Vargas. A seguir serão disponibilizadas quatro oficinas: Oficinas 1 e 4 sobre a artesanato com coquinhos de butiá ? chaveiros, colares e brincos, ministrada por Claudete Clarice Mistura, em dois horários, das 9h às 10h, e das 10h às 11h; e as oficinas 2 e 3, que serão realizadas simultaneamente, sendo a Oficina 2 de Artesanato com coquinhos de butiá ? a fauna dos butiazais, conduzida por Renan Coelho da Vara, das 9h às 11h e a Oficina 3 Trançando as folhas do butiazeiro ? marcador de livro, executada pelas artesãs da Costa Butiá, das 9h às 11h.
Fotos: Paulo Cézar de Araújo
Programação técnica e participação de parceiros da Rota dos Butiazais - Após a abertura, haverá a apresentação da Rota dos Butiazais: 10 anos de trajetória, aprendizados e impactos pela pesquisadora Rosa Lía Barbieri, da Embrapa Clima Temperado, que abrirá a tarde da programação do dia 21. Logo a seguir, acontecerá a Mesa redonda: Estratégias de agregação de valor e inclusão produtiva, tendo a apresentação das palestras sobre Cultura alimentar e inovação no Movimento Slow Food: a construção e os impactos do livro Butiá para todos os gostos com Antonio Augusto Mendes dos Santos e Jussara Dutra, do Movimento Slow Food; Agroindustrialização de butiá com inclusão socioprodutiva com Alvir Longhi e Fábio Rucks da Cadeia Produtiva Solidária de Frutas Nativas do RS. Também será falado sobre o artesanato da Costa Butiá como ação de inclusão socioprodutiva com Giseli Aguiar de Oliveira Fernandes, integrante do Projeto Costa Butiá do Programa de Educação Ambiental do Porto de Imbituba/SC. Esta Mesa Redonda tem como mediador o pesquisador Ênio Egon Sosinski Júnior, da Embrapa Clima Temperado.
A programação do primeiro dia de evento terá seu ponto alto com o momento cultural, onde haverá a apresentação do coral de crianças e jovens da aldeia Mbyá Guarani Tekoa Nhu Porã, de Torres/RS.
No dia 22, a partir das 9h, haverá a Mesa Redonda: A diversidade de atores na Rota dos Butiazais, com falas sobre Os Mbyá Guarani e o projeto Rota dos Butiazais, apresentado por Júlia Gimenes da Tekoa Guyra Nhendu, Cacica da aldeia Som dos Pássaros, Maquiné/RS; A relação entre os Mbyá Guarani e os butiazais, por Rodrigo Rasia Cossio, integrante da Associação de Estudos e Projetos com Povos Indígenas e Minoritários (Aepim); o Processamento de butiá na Quinta Martins, uma agroindústria familiar, com Ubirajara Martins, da Quinta Martins, de Pelotas; e o Setor privado e sustentabilidade: a experiência da Chandon do Brasil, com Delphine Vazquez e Eugenio Barbieri, da Vinhedos Chandon, Moët Hennessy do Brasil, de Garibaldi. A mediadora desta Mesa Redonda será a pesquisadora Márcia Vizzotto Foster, da Embrapa Clima Temperado.
A programação segue ao longo do dia com a realização da Mesa redonda: Políticas públicas e a conservação dos butiazais, com as palestras A Rota dos Butiazais no Plano de Ação Nacional das Lagoas do Sul (PAN Lagoas do Sul) por Ronaldo Cataldo Costa, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio); Políticas públicas estaduais para conservação dos butiazais e uso sustentável de butiá, com Leonardo Marques Urruth, da Sema/RS; Política Pública de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Rio Grande do Sul com Cátia Gonçalves, Diretora de Biodiversidade da Sema/RS. A mediação desta Mesa redonda fica a cargo de Joana Braun Bassi, da Sema/RS.
A bolsista de pós-doutorado do projeto Rota dos Butiazais, Gabriela Inés Diez Rodriguez, irá apresentar "O que sabemos sobre os bicudos que ameaçam os butiazais". Na sequência haverá a Mesa redonda: Butiazais que nos conectam como rede internacional, com os temas O butiazal da Fazenda São Miguel, em Tapes/RS, no Brasil, com Carmen Heller Barros; La Aurora del Palmar, na Argentina com Ariel Battista; O Palmar de Guichón, no Uruguai, com Maria Carolina Valdomir e Marcelo Javier Fagundez Tomassini, da Associação de Guias de Guichón,; O Palmar de Castillos, no Uruguai, com Mercedes Rivas do Centro Universitário Regional Este (Cure), Universidad de La República. A mediadora desta Mesa Redonda será a pesquisadora Rosa Lía Barbieri, da Embrapa Clima Temperado.
Ao final do encontro serão feitos os encaminhamentos rumo aos próximos 10 anos da Rota dos Butiazais.
O evento é uma organização conjunta da Rota dos Butiazais, Fapeg, Fetag, CPFL Transmissão, Cpfl RGE, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul, CNPq, Finep, Embrapa e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. *Embrapa Clima Temperado.
Pesquisadores do DDPA/Seapi analisam frutos de oito espécies de butiá no Laboratório de Tecnologia de Sementes/Os frutos são pesados, medidos e despolpados, para avaliar a produção e rendimento da polpa - Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) estão finalizando, após três meses de trabalho, as etapas de coleta e processamento de butiás colhidos a campo. Depois da coleta, realizada em diferentes regiões do estado, ocorre o processamento no Laboratório de Tecnologia de Sementes do DDPA, em Porto Alegre, onde os frutos são pesados, medidos e despolpados, para avaliar a produção e rendimento da polpa.
Processamento de sementes de butiás no Laboratório de Tecnologia de Sementes - Foto: Gilson Schlindwein/DDPA Seapi
O pesquisador Gilson Schlindwein, do DDPA, destaca que com os resultados obtidos nessas etapas, pretende-se dar continuidade às ações de conservação e prospecção de recursos genéticos do butiazeiro, considerando as demandas existentes para cada uma das espécies do gênero Butiá que ocorrem no Rio Grande do Sul, promovendo assim o uso sustentável desses recursos.
?A partir das sementes obtidas de cada planta previamente identificada e georreferenciada no campo, e posteriormente caracterizada no Laboratório de Tecnologia de Sementes (DDPA/Seapi), se busca aprimorar os métodos para acelerar a germinação, visando à produção de mudas?, afirma Gilson. Estas mudas serão utilizadas para implantação de pomares com plantas com produção e qualidade dos frutos conhecidos, além do repovoamento de áreas naturais, especialmente das espécies mais ameaçadas.
Amostras de butiás - Foto: Gilson Schlindwein/DDPA Seapi
Depois do processamento em laboratório, a próxima etapa é o congelamento de amostras para análise química, realizado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A análise avalia além de aspectos básicos como Sólidos Solúveis Totais (doçura), pH e acidez, também as propriedades funcionais com antioxidantes e vitaminas. Os resultados devem sair até o final do ano.
A coleta - As ações do projeto ?Integrando conservação e geração de renda através do manejo, cultivo e valorização econômica em áreas com butiazeiros nativos do RS? começaram há três meses com atividades de coleta de oito espécies de butiazeiros nativas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Foram coletadas as espécies Butia odorata em Arambaré, Barão do Triunfo, Santa Maria e Viamão; Butia catarinensis em Torres e Osório; Butia exilata em Sarandi; Butia lallemanthii em São Francisco de Assis e Manoel Viana; Butia paraguayensis em Maçambará; Butia yatay em Cruz Alta, Ijuí e Quaraí; e Butia witeckii em Júlio de Castilhos. Ainda neste mês serão coletados frutos do Butia eriospatha, em Bom Jesus, para finalizar o trabalho.
O projeto, que tem vigência de três anos, está encerrando o primeiro ano e conta com recursos financeiros da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), oriundas do processo de Reposição Florestal Obrigatória - RFO (Sema/RS). *Maria Alice Lussani/SEAPI - Porto Alegre/RS - Fotos: Gilson Schlindwein/DDPA Seapi
Leia também: Espécie de butiá exclusiva da Mata Atlântica, nos Campos de Cima da Serra, é tema de pesquisa da Seapi/Identificação de abelhas, diagnóstico da cadeia produtiva, tipo de solo e besouro que ataca as palmeiras fazem parte do estudo - https://www.agricultura.rs.gov.br/especie-de-butia-exclusiva-da-mata-atlantica-nos-campos-de-cima-da-serra-e-tema-de-pesquisa-da-seapi.
Herbário do DDPA/Seapi comemora a marca de 20.000 exemplares - https://www.agricultura.rs.gov.br/herbario-do-ddpa-seapi-comemora-a-marca-de-20-000-exemplares