Controle de pragas e bioestímulo são destaques do Encontro Nacional de Produtores de Tomate de Mesa
Leia também: Área de tomate cresce 10,8% em São Paulo, mas queda na produtividade limita produção
Ocorre nos dias 15 e 16 de setembro, na paulista Holambra, a 11ª edição do Encontro Nacional de Produtores de Tomate de Mesa. Uma das patrocinadoras do evento, a Sipcam Nichino Brasil leva aos produtores e consultores participantes informações relevantes associadas ao controle das principais pragas do tomateiro e à bioestimulação da cultura. A companhia apresenta no local o inseticida Ohkami® e sua plataforma de bioestimulantes, com destaque para a solução Blackjak®.
De acordo com o engenheiro agrônomo Ian Rocha, da área de desenvolvimento de mercado, Ohkami (marca registrada) tem participação consolidada entre as principais soluções para o controle da traça-do-tomateiro, ácaro-rajado, broca-pequena-do-fruto, tripes e mosca-minadora. "Dessas pragas, broca-pequena-do-fruto, tripes e mosca-minadora são as que têm apresentado maior impacto na tomaticultura nesta safra."
Conforme Rocha, a Sipcam Nichino atribui o sucesso de Ohkami® no mercado ao mecanismo de ação inseticida do produto. "A ação se dá por contato e o inseticida funciona rapidamente após aplicado", ele esclarece.
"Por possuir esse novo mecanismo de ação, Ohkami (marca registrada) não apresenta resistências cruzadas com outros produtos do gênero utilizados no manejo das pragas." O produto, continua Rocha, reúne ainda quatro características centrais que definem sua alta eficácia: ação sobre a fertilidade de insetos adultos, lagarticida (em todos os estágios 'larvais'), ovicida (controle de ovos das pragas) e ação repelente.
Já o bioestimulante Blackjak (marca registrada), acrescenta o agrônomo, ancora o aumento de produtividade na tomaticultura. "Resulta de uma tecnologia de última geração, 100% natural. É composto por ácidos húmicos, fúlvicos e minerais e foi desenvolvido para ser aplicado a baixas doses e rapidamente absorvido pela cultura do tomate", descreve Rocha.
"Em nível de campo, observamos no tomate a potencialização do desenvolvimento vegetativo, além do aumento da capacidade fotossintética da cultura. São representativos os benefícios transferidos pelo bioestimulante, também, ante cenários de estresse hídrico, entre outras condições ambientais que trazem como consequência a deficiência nutricional", ele ressalta.
"Constatam-se, em todas as regiões produtivas, melhor desenvolvimento vegetativo, plantas mais-bem estabelecidas e frutos de tomate mais sadios, robustos e mais produtivos", finaliza Ian Rocha.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
*BIA - Bureau de Ideias Associadas, Imprensa e Com. Est. - Fernanda Campos - [email protected].
11º Encontro Nacional de Produtores de Tomate de Mesa/Local: IBRAHORT - Rua Rota dos Imigrantes, 605/Centro - Holambra, SP - https://www.sympla.com.br/evento/11-encontro-nacional-de-produtores-de-tomate-de-mesa/3467598?referrer=www.google.com&referrer=www.google.com
Área de tomate cresce 10,8% em São Paulo, mas queda na produtividade limita produção - Safra paulista de tomate de inverno encerra ciclo com 423 mil toneladas e rendimento 11,5% menor; cenário reforça busca por eficiência hídrica e produtiva no campo - A área cultivada com tomate de mesa na safra de inverno 2025/26 aumentou 10,8% em São Paulo, mas a expansão não foi suficiente para elevar a produção. O estado colheu 423 mil toneladas, volume 1,9% inferior ao registrado no ciclo anterior, após a produtividade média recuar 11,5%.
Os números mostram que o aumento da área plantada nem sempre resulta em maior oferta. Em uma cultura intensiva no uso de irrigação, fertilizantes, defensivos e mão de obra, a eficiência por hectare passa a ocupar uma posição ainda mais estratégica na rentabilidade das propriedades.
Produtividade do tomate cai para 82,3 toneladas por hectare - Levantamento realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), aponta que São Paulo cultivou aproximadamente 5,1 mil hectares de tomate envarado de inverno na temporada 2025/26.
Apesar do avanço territorial, o rendimento médio caiu para 82.324 quilos, ou 82,3 toneladas, por hectare. A redução da produtividade explica por que a produção paulista terminou a safra abaixo do ciclo anterior, mesmo com mais hectares ocupados pela cultura.
O resultado coloca no centro do planejamento fatores como disponibilidade hídrica, manejo nutricional, condições climáticas, controle fitossanitário e aproveitamento dos recursos aplicados na lavoura.
Campinas concentra 11,3% da produção paulista de tomate - A Regional de Campinas respondeu por 11,3% do tomate produzido no estado, mantendo-se como a segunda principal região produtora de São Paulo. Itapeva permaneceu na liderança, com participação de 58,8%.
O cinturão agrícola de Campinas inclui municípios relevantes para a horticultura paulista, como Sumaré, Monte Mor e Mogi Guaçu. Nessas áreas, os produtores precisam conciliar o potencial produtivo da cultura com custos elevados de irrigação, adubação, defensivos, energia e mão de obra.
Para Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, a diferença entre o crescimento da área e a retração da produção evidencia os limites de uma estratégia baseada apenas na abertura de novos hectares.
Segundo ele, o produtor precisa analisar quanto cada área consegue produzir e qual é o nível de aproveitamento dos insumos e da estrutura já disponíveis na propriedade.
Manejo da água influencia desenvolvimento e formação dos frutos - A disponibilidade de água exerce influência direta sobre o desenvolvimento do tomateiro, a absorção de nutrientes e a formação dos frutos. Períodos de deficiência hídrica podem comprometer o potencial produtivo, enquanto o excesso de irrigação não garante, necessariamente, melhores resultados.
O desafio não se resume ao volume aplicado. Também é necessário observar quanto dessa água permanece disponível na região das raízes e qual parcela é efetivamente aproveitada pelas plantas.
Em propriedades de Sumaré, Monte Mor e Mogi Guaçu acompanhadas pela Hydroplan-EB, a irrigação por gotejamento já integra o manejo do tomate. A busca agora está concentrada em reduzir perdas e ampliar o tempo de permanência da umidade no solo. "O sistema conduz a água até a lavoura, mas também é necessário avaliar o que acontece após a aplicação. A produtividade depende de quanto desse recurso permanece disponível e pode ser aproveitado pela planta", explica Carvalho.
Tecnologia busca aumentar retenção de água no solo - Entre as soluções adotadas nas áreas acompanhadas está o HB10 Drip, aplicado diretamente na água utilizada pela irrigação por gotejamento. A tecnologia foi desenvolvida para aumentar a retenção de umidade no solo e prolongar sua disponibilidade ao tomateiro durante o ciclo produtivo.
De acordo com o engenheiro agrônomo Márcio Boldrin, da Biogênese, testes controlados e monitorados em lavouras comerciais indicaram ganhos de produtividade entre 8% e 10% nas áreas tratadas, em comparação com aquelas conduzidas sob o manejo convencional.
O acompanhamento também apontou plantas mais vigorosas, folhas maiores e menor ocorrência de murchamento durante períodos de calor intenso.
Segundo Boldrin, a permanência da água na zona explorada pelas raízes também pode favorecer o aproveitamento dos fertilizantes e reduzir a perda de nutrientes por lixiviação.
Eficiência hídrica pode melhorar retorno econômico da lavoura - O uso mais eficiente da água também tem impacto direto sobre os custos de produção. Irrigação, energia, fertilizantes e mão de obra representam parcelas importantes dos investimentos necessários para conduzir uma lavoura de tomate.
Quando esses recursos são melhor aproveitados, os resultados não ficam restritos ao desempenho agronômico. O produtor pode ampliar a produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a relação entre custo e receita por hectare.
Para Carvalho, parte dos próximos ganhos da tomaticultura poderá vir da otimização da estrutura existente, e não apenas da expansão da área cultivada.
Resultado da safra acende alerta para próximos ciclos - O desempenho da safra de inverno 2025/26 reforça a necessidade de avaliar produtividade, custos e qualidade de forma integrada. Embora São Paulo tenha ampliado em 10,8% a área destinada ao tomate, a queda de 11,5% no rendimento levou a uma retração de 1,9% na produção estadual.
Em uma cadeia marcada por custos elevados e forte sensibilidade às condições ambientais, produzir mais dependerá cada vez mais da eficiência alcançada dentro da propriedade.
O desafio para as próximas safras será elevar o volume e a qualidade dos frutos por hectare, aproveitando melhor água, fertilizantes, energia, tecnologia e mão de obra - sem depender exclusivamente da incorporação de novas áreas. *Portal do Agronegócio - 10/09/2026.
Acervo digital
Artigos Técnicos
Anunciantes
Eventos
Notícias do Pomar
Tecnologia
Vídeos